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Filho atravessa o Atlântico em carro flutuante para realizar último desejo do pai - ÔXE É FATO

Filho atravessa o Atlântico em carro flutuante para realizar último desejo do pai

Italianos enfrentaram 119 dias no oceano em veículos adaptados para cumprir a promessa feita ao pai, que morreu antes do fim da expedição.

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Por Ôxe é Fato 28 de Jul, 2026 • 5 min de leitura
Filho atravessa o Atlântico em carro flutuante para realizar último desejo do pai
Uma das aventuras mais impressionantes já registradas em alto-mar ganhou novamente destaque ao revelar uma emocionante história de coragem, inovação e amor entre pai e filho. Em 1999, o italiano Marco Amoretti e o amigo Marcolino De Candia cruzaram o Oceano Atlântico a bordo de carros transformados em embarcações improvisadas para cumprir o último desejo de Giorgio Amoretti, pai de Marco, que sonhava provar que um automóvel poderia atravessar o mar.

A expedição partiu da ilha de La Palma, nas Ilhas Canárias, em 4 de maio de 1999. Inicialmente, quatro aventureiros participaram da jornada, utilizando um Volkswagen Passat e um Ford Taunus adaptados com espuma de poliuretano para garantir flutuação, além de velas, equipamentos de sobrevivência e um pequeno bote inflável. Após dez dias, dois integrantes desistiram por causa do forte enjoo provocado pelas condições extremas do oceano.

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Marco e Marcolino seguiram sozinhos por cerca de 4.700 quilômetros durante 119 dias, enfrentando tempestades, escassez de suprimentos e longos períodos sem comunicação. O objetivo era concretizar o projeto idealizado por Giorgio Amoretti, que havia desenvolvido o conceito dos carros flutuantes, mas foi impedido de participar após ser diagnosticado com câncer em estágio terminal.

Durante a travessia, Giorgio faleceu, mas a família decidiu esconder a notícia para que Marco mantivesse o foco e concluísse a missão. O aventureiro só soube da morte do pai quando já estava próximo da chegada ao Caribe.

No dia 31 de agosto de 1999, a dupla desembarcou na ilha da Martinica, encerrando uma travessia inédita e entrando para a história como os primeiros a cruzar o Atlântico em carros flutuantes. Mais do que um desafio de engenharia, a viagem se tornou um símbolo de perseverança, determinação e da força de uma promessa feita entre pai e filho.

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